André Nogal por aí - Opus

Tags: +


Esse é mais um segredo bem guardado, no centro do centro do Rio de Janeiro. Quem circula pelas bordas da S.A.A.R.A, ali entre a Rio Branco e a Uruguaiana, a Carioca e a Presidente Vargas, muitas vezes nem desconfia desta pérola encravada há quarenta e um anos por ali, na Gonçalves Dias 80.

Criado logo depois da Copa de 1970, o pequeno bar que passou despercebido por mim (ou eu por ele) durante anos - logo eu que me gabo de conhecer todos os cantinhos do Centro – hoje é tocado pelo Alexandre Pereira Gonçalves, descendente do fundador. Mas vamos ao que interessa, pegue assento no apertado balcão lateral e deixe-se atender pelo simpático Agamenon (o nome não podia ser mais pitoresco) que trabalha na casa há exatos 21 anos e, minha sugestão, peça um sanduiche de carne assada com molho, um de pernil com abacaxi e um chopp para lubrificar a alma.

A partir desse momento você vai começar a entender, na prática, o conjunto da Opus*. Você, caro leitor, que acompanha as dicas culturais das revistas de sexta-feira ou domingo, sofre o grave risco de trocar aquele famoso sanduiche de pernil de Copacabana pelo menos glamouroso, mas muito mais suculento, sanduba do Opus. E tenho dito!

*Opus é uma palavra latina que significa "obra" ou "trabalho". O plural é opera. (Wikipédia)

Opus
Rua Gonçalves Dias 80, Centro (mesma rua da Confeitaria Colombo)
Abre de segunda a sexta das 6h30 – 19h
Especialidades: sandubas de Pernil e carne assada

Pin It Now!

André Nogal por aí - Petit Paulette

Tags: +


Daí o Daniel disse: ‘Já que vamos à Penha, podemos passar no Cachambeer’. Só não contávamos que o bar estaria fechado. Falta de sorte? De programação? Enfim, demos a volta em meio Rio de Janeiro, e acabamos por começar aqui no meu quintal. Depois de horas dirigindo por: Rio Comprido, Mangueira, Benfica, Manguinhos, Bonsucesso, Cachambi, Maria da Graça, fomos parar no meu boteco preferido. Sabe aquele lugar que você tem ciúmes e não chama qualquer um pra ir? Sabe quando a intimidade chega ao ponto do pendura? Não que eu já tenha pendurado no Petit Paulette, que freqüento há uns 2 anos. Entrei porque me lembrava os bares de Minas, mas aos poucos fui descobrindo os quitutes e encantos do lugar. Acabei ficando.

Chegamos umas 4 da tarde, morrendo de fome, depois de rodar muito e pegar um super engarrafamento de Sexta-feira. A Celina – dona do Petit Paulette – nos recebeu com uma boa surpresa: o cardápio acabara de ser renovado com novos quitutes.

Jiló recheado, abobrinha recheada e coberta com muito queijo, Delícia de grão de bico(fantásticos bolinhos de grão de bico recheados com bacalhau), Croquevet Du Let (camarões empanados em farofa de torresmo servidos com molho agridoce), o famoso Bolinho de feijoada (recheado com couve), Sensação de grão de bico (bolinho de grão de bico recheado com rabada e agrião) e pra finalizar o carro chefe da casa: Croquelete. Todos criados pelo Paullete, o gênio dos petiscos.


Saímos felizes e com a certeza de que o Petit Paulette pode ser chamado de “ O paraíso dos bolinhos”, principalmente depois do “upgrade” no cardápio. Mas não deixe de provar os carros- chefes da casa: Croquelete e Croquevet. Só não esqueça o sal de frutas!

Moral da história: O Petit Paulete fica em uma rua escondida da região da Praça da Bandeira – que vem se firmando como pólo gastronômico – em frente ao Aconchego Carioca e pertinho do Bar da Frente, formando o “baixo praça da Bandeira” , tem um excelente custo benefício e a comida é realmente boa. O atendimente é cortês, mas discreto. Bom mesmo é fazer amizade com a Celina.


Pettit Paulette - $
Rua Barão de Iguatemi 408 loja A, Praça da Bandeira (21) 2502 2649
De terça a sábado de 12h às 00h e domingo de 12h às 20h
Bohemia, Original, Heineken, Antártica e Terezopolis, todas de 600 ml
No almoço, pratos para duas pessoas – como a Vaca atolada – em média R$ 38,00*
Preços pesquisados em Jun/2011

Pin It Now!

Feira da Glória

Tags: +


Diz a lenda que as feiras livres nasceram no Oriente Médio e estão por aí desde 500 a.C., mas se mudaram para o Brasil com os portugueses, quando da debandada. Felizmente elas gostaram do clima daqui e, até hoje, cada cidade do Brasil, das capitais ao menor vilarejo, tem sua feira com suas peculiaridades e características regionais.

As feiras são um teatro cotidiano, o piéce de résistance das manifestações populares de rua. Na feira eu me sinto mais humano, encontro o luxo e o lixo lado a lado, não necessáriamente em harmonia.



Só lá o açougueiro vende seu porquinho como vendia há 500 anos, fresco, sem vigilância sanitária (esse sintoma da modernidade). O Zé da rosquinha vende seu produto fazendo troça de si mesmo. – Quem vai querer minha rosquinha, acabei de queimar!

Sem falar no preço, que geralmente é melhor, salvo as feiras da Zona Sul. Zona Sul de qualquer cidade gorda o suficiente pra separar-se em zonas.

Na feira eu compro meu queijo Minas, aquele que é patrimônio imaterial do Brasil mas é proibido de ser comercializado pelo governo, vai entender! Até cará moela - uma leguminosa que minha avó cultivava em seu sítio - já achei na feira da Glória.
E tem os macetes para fazer uma boa compra na feira. Ficar amigo dos feirantes é a primeira regra, se você freqüenta sempre a mesma feira já sabe disso. Eu gosto de chegar quase na hora de acabar, na xepa. Neeem sempre encontramos os melhores produtos mas é a melhor hora pra pechinchar, andar até o final da feira de barraca em barraca, procurando o que me interessa e depois voltar comprando, sempre com uma paradinha na barraca de pastel ou do homem da lingüiça que frita na hora e vende no pão francês.

Mais do que um lugar para fazer compras, a feira é um evento social, então, num próximo sábado ou domingo que acordar com disposição, vá à feira, dê uma volta, coma um pastel e ainda de quebra leve uns legumes, ervas e frutas pra casa.

Pin It Now!