
Diz a lenda que as feiras livres nasceram no Oriente Médio e estão por aí desde 500 a.C., mas se mudaram para o Brasil com os portugueses, quando da debandada. Felizmente elas gostaram do clima daqui e, até hoje, cada cidade do Brasil, das capitais ao menor vilarejo, tem sua feira com suas peculiaridades e características regionais.
As feiras são um teatro cotidiano, o piéce de résistance das manifestações populares de rua. Na feira eu me sinto mais humano, encontro o luxo e o lixo lado a lado, não necessáriamente em harmonia.
Só lá o açougueiro vende seu porquinho como vendia há 500 anos, fresco, sem vigilância sanitária (esse sintoma da modernidade). O Zé da rosquinha vende seu produto fazendo troça de si mesmo. – Quem vai querer minha rosquinha, acabei de queimar!
Sem falar no preço, que geralmente é melhor, salvo as feiras da Zona Sul. Zona Sul de qualquer cidade gorda o suficiente pra separar-se em zonas.
Na feira eu compro meu queijo Minas, aquele que é patrimônio imaterial do Brasil mas é proibido de ser comercializado pelo governo, vai entender! Até cará moela - uma leguminosa que minha avó cultivava em seu sítio - já achei na feira da Glória.
E tem os macetes para fazer uma boa compra na feira. Ficar amigo dos feirantes é a primeira regra, se você freqüenta sempre a mesma feira já sabe disso. Eu gosto de chegar quase na hora de acabar, na xepa. Neeem sempre encontramos os melhores produtos mas é a melhor hora pra pechinchar, andar até o final da feira de barraca em barraca, procurando o que me interessa e depois voltar comprando, sempre com uma paradinha na barraca de pastel ou do homem da lingüiça que frita na hora e vende no pão francês.
Feira da Glória
Tags: André Nogal por aí + feira
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